Páginas

domingo, dezembro 30, 2007

Eu tive um sonho

Este texto é melhor visualizado no site: http://coutinhocamposnoseoutros.blogspot.com

Eu tive um sonho...

Nele, chovia forte,a tempestade cantava sons de tempos difíceis,
Nele, um exército revolucionário seguia com seu comandante,
corajoso e altivo,
induzindo seus soldados ao avanço intrépido, forçando suas tropas na intempérie fatal.
Também em meu sonho árvores fortes, de raízes profundas, exibiam sua garbosidade, grandiosidade e fixidez, imóveis diante do vento, enquanto outras, parecendo desesperadas, se moviam e se curvavam ao sabor da ventania...
O tempo passou e de novo se fez paz...
...e restaram da intempérie, floridas árvores flexíveis, e pelo caminho, quebradas, mortas, árvores inflexíveis,
e soldados, também mortos por um comandante corajoso e inflexível que, incapaz de uma leitura histórica, com objetivos rígidos e inflexível estratégia, animava seus comandados a enfrentarem o tempo fatal.
E acordei olhando a realidade....
...e segui com os olhos abertos, difusamente atentos, em movimento...
...para o passado, pelo exemplo,
...para o futuro, pela meta,
e, principalmente, para o presente, atento para as armadilhas da lógica fácil.

Carlos Wagner

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Homenagem merecida...

Amigos,
segue aí uma comunicação que o Zé nos mandou. Achei importante blogá-la neste espaço. É uma bela homenagem ao Sr. Hermélio Soares Campos, meu pai.

De:
Jose Raimundo Cardoso Filho
Enviada em: segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 09:22
Para: Hermelio Jose Coutinho Campos
Assunto: ENC: Homenagem a Vera Magalhães

Hermélio,

Quando meu cabelo ainda era grande, logo após o fim da Ditadura, estava numa palestra na FAFICH sobre o período sombrio quando um sindicalista fez um desabafo que deixou toda a meninada classe média um tanto sem jeito. Falava-se muito dos garotos que tinham morrido na luta armada até que aquele sindicalista lembrou que ninguém rendia homenagem aos sindicalistas pobres mortos, perseguidos, exilados e que foram muitos.

Na verdade eu acho que, mesmo pensando que a luta armada foi um equívoco, todos se ferraram, ricos e pobres, sindicalistas ou estudantes.

Poderia escrever toneladas sobre isso. Mas vou lhe dizer apenas que me tocou ver que o senhor Hermélio Campos foi sindicalista exatamente no período mais barra pesada de toda a história brasileira. Isso é que é estar no lugar errado na hora errada!

A história oficial é feita por homens que ocupam grandes cargos. Já a Aventura Humana é feita por homens que têm coragem para segurar ondas que poucos (a maioria de nós, eu inclusive) não seriam capazes.

Dê em seu pai um abraço por mim.

Raimundo