segunda-feira, dezembro 28, 2015

Mudança de ventos

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/211128/Cai-a-ficha-da-elite-Dilma-%C3%A9-quem-combate-a-corrup%C3%A7%C3%A3o.htm

CAI A FICHA DA ELITE: DILMA É QUEM COMBATE A CORRUPÇÃO

:
O recuo da socialite Rosângela Lyra em relação ao eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff é um fato marcante não pela representatividade (pequena) da empresária na sociedade, mas sim pelas razões apontadas por ela; "Meu ponto de virada foi quando eu percebi a importância da Lava Jato e a não interferência da presidente. Esse meu posicionamento vai ao encontro do que pensam os investigadores da Lava Jato. Na última coletiva, perguntaram se havia interferência do governo na operação. Os investigadores disseram que não havia. Poderiam ter se esquivado ou respondido com menos ênfase, mas foram categóricos", afirmou; antes dela, o colunista Roberto Pompeu de Toledo, de Veja, havia dito que um eventual governo Michel Temer representaria um freio na Lava Jato; ou seja: a elite se dá conta de que apenas Dilma permite o combate à corrupção "doa a quem doer"

segunda-feira, novembro 30, 2015

programa antigo Ensaio Geral, Cultura Los Hermanos

https://www.youtube.com/watch?v=cQOZBJZggGA



--
Carlos Wagner Coutinho Campos
Professor da Rede Municipal de Belo Horizonte
Lagoa Santa -- MG, Brasil
Tel: (31) 36816837, (31) 88693837

quarta-feira, novembro 18, 2015

sábado, outubro 31, 2015

domingo, outubro 25, 2015

FLUXO com Fernando Haddad

Confira este vídeo no YouTube:
Tema da discussão é o tratamento da questão do crack na prefeitura do Fernando Haddad

http://youtu.be/aKJwHbK8bKM


Enviado via iPad

quarta-feira, setembro 23, 2015

Mosé e os tempos atuais...


Lindo de ver e ouvir...!


Documentário sobre LH

"Esse é só o começo do fim da nossa vida"
documentário de Maria Ribeiro
Los Hermanos



quinta-feira, setembro 17, 2015



"DECIDI NÃO TER MAIS MEDO DE MUDAR...!"
CARAÍVANA
Que samba mais lindo!!!


segunda-feira, agosto 17, 2015

Itamar Assumpção e Alzira Espíndola - Tristeza Não - Empório Brasil - 1989

Alma gêmea

Alma gêmea
Wellington Kalil de Campos Alves

Oh distante metade
alma gêmea de mim
tu e eu repartidos/tidos/idos e havidos
em partes semelhantes
sob o alumbramento da lua nas terras de adão e eva
compartimos nossas imagens únicas
nesta uivante noite de inverno
por onde caminha a solidão animal dos desejos
que só a alma diz
Por isso mesmo/esmo amor a esmo do índigo blue luar
de onde o espargir de nossa banida condição 
desde o sopro da separação
viajamos no mesmo rap
sob a mesma luz que nos capta
liame de uma desesperada busca

Além disso
departido amor
tu bem sabes de mim
e eu pressinto a química latejante da enluarada conjunção
que só no olhar
nos basta clicar o mesmo ponto no céu oculto dos elementos
onde seremos um só luminar no firmamento da poesia
inseparáveis como a fogueira e o fogo da madeira
post scriptum na carne

quinta-feira, julho 16, 2015

Mauro Santayana: A GUERRA DAS DROGAS, O ESTADO-COVEIRO E O ESTADO-PRISÃO.

Mauro Santayana: A GUERRA DAS DROGAS, O ESTADO-COVEIRO E O ESTADO-PRISÃO.

A GUERRA DAS DROGAS, O ESTADO-COVEIRO E O ESTADO-PRISÃO.


(Rede Brasil Atual) - Relatório divulgado há alguns dias pelo Ministério da Justiça mostra que a população prisional brasileira no primeiro semestre de 2015 chegou a 607.731 indivíduos, o que representa um aumento de 575% com relação a 1990, ou seja, 6,7 vezes maior, o que transforma o Brasil no quarto país do mundo em número de prisioneiros, depois dos EUA, da China e da Rússia.


Para essa população, o país tem 376.669 vagas. Um déficit de mais de 231 mil vagas. Há prisões em que há 1.6 presos por vaga, e em 25% delas, há mais de 2 presos por vaga - considerando-se que há lugares em que o preso dispõe, para passar anos, de apenas 70 centímetros quadrados -  em um sistema massacrante de compactação, comparável apenas às masmorras medievais e às câmaras de gás dos campos de concentração nazistas.

Destes presos, entre 60 e 40%, dependendo da estado, estão na prisão ilegalmente, sem julgamento, ou sem culpa formada, por mais de 90 dias. Muitos são réus primários, foram presos sem flagrante ou por contravenções como a posse de substâncias como anfetamina misturada a pó de mármore automaticamente classificada, no momento da prisão, como cocaína, ou de pequena quantidade de maconha ou crack, sendo, por isso, quase que imediatamente transformados em traficantes.

A imensa maioria deles não tem assistência jurídica e alguns podem passar anos presos, nessa situação, arriscando-se a morrer sem culpa oficialmente formada, já que a assistência médica é péssima ou inexistente nas instalações para presos teoricamente provisórios, as condições são insalubres (detentos com doenças contagiosas, como aids ou tuberculose dividem as mesmas celas superlotadas com outros presos saudáveis) e a violência grassa, com estados, como o Maranhão, em que o número de mortes na prisão chega a quase 200 por 10.000 prisioneiros, um dos mais altos do mundo.

Com relação à população prisional por unidade da Federação, São Paulo é o estado com maior número de presos: são 219.053 pessoas privadas de liberdade, ou seja, 36% da população carcerária do país. O estado é seguido de Minas Gerais, com mais de 61 mil presos, e do Rio de janeiro com mais de 39 mil.

Prende-se muito, no Brasil, prende-se mal, no Brasil, julga-se mal - no lugar da recuperação do detento há uma cultura punitiva e vingativa em amplos setores da magistratura, e o uso de penas alternativas é quase inexistente, o que evita que se encontrem outros caminhos, para a solução do problema, que não a aplicação disseminada e arbitrária do encarceramento.

E o pior de tudo é que isso não resolve nada.

O número de crimes aumentou, nos últimos anos, na mesma proporção em que aumenta o número de prisões, que cresce a uma das maiores taxas do mundo.

Levados pelo sentimento de injustiça e de total ausência de dignidade, decorrente do abandono pelo sistema judicial e em última instância pelo próprio Estado que os colocou atrás das grades, presos que entram por crimes que poderiam ser punidos sem a privação de liberdade, se transformam em feras.

Feras alimentadas pelo ódio multiplicado durante meses, anos, por detenções equivocadas que se transformam com o decorrer do tempo em prisões ilegais. Um sentimento agravado, cristalizado,  pela cultura da retaliação, da marginalidade e da violência aprendida com presos mais experientes, ou comprovadamente condenados por crimes mais graves.

Este é o Estado-Prisão.

Mas em nosso país existe, também, o Estado-Coveiro.

O Brasil não é apenas o quarto maior país do mundo em número de presos, boa parte deles em  situação irregular, mas também um dos que mais matam.

Entre 2005 e 2009, por exemplo, apenas a Polícia Militar do Estado de São Paulo, com uma população oito vezes menor que a dos Estados Unidos, matou quase 7% pessoas a mais do que todos os agentes de segurança federais, estaduais e municipais norte-americanos somados, em casos classificados como de resistência seguida de morte.

Isso, embora a proporção de policiais mortos por bandidos em situação de confronto seja,  no Brasil, historicamente bem menor que a dos EUA, diante do número de cidadãos mortos pela polícia, muitos deles sem terem alguma vez na vida passado por uma delegacia.

Ainda tomando como parâmetro o Estado de São Paulo, o mais populoso do país e o que dispõe, devido a uma lei de 1995, de estatísticas mais confiáveis, o número de civis mortos em decorrência de ação policial só não foi maior do que a de civis feridos, entre o ano 2.000 e 2010, no ano de 2005, o que quer dizer que ao contrário de outras polícias do mundo, o policial brasileiro não atira para parar, imobilizar ou ferir quem deveria prender, mas quase sempre para matar, mesmo que, em muitos casos, o suspeito não esteja armado, e apenas em fuga - não porque tenha cometido algum crime - mas porque teme a possibilidade de ser espancado ou morto pela polícia, principalmente quando mora na periferia (vídeo). 

No mesmo período pôde ser observada, como já dissemos, uma enorme desproporção entre o número de policiais mortos e de supostos "bandidos" mortos em eventual situação de confronto.

Mesmo considerando-se o uso de equipamento como coletes à prova de balas, e o treinamento profissional recebido, agride a lógica e o senso comum que, ao enfrentar, supostamente, bandidos armados, policiais matem mais de 15 cidadãos para cada policial caído.
Em qualquer força policial do mundo, quando esse número passa de dez, ou os policiais são super-homens, desses de cinema, que abatem 15 "inimigos" cada um por filme, ou estão,  certamente, executando civis desarmados, e simulando, para justificar essas mortes, situações de enfrentamento.

Além disso, há que considerar-se que boa parte dos policiais mortos não o são durante o serviço, mas quando estão de folga, e se envolvem em situações de conflito em bares, churrascos, acidentes de trânsito, incidentes com vizinhos, valendo-se de sua condição de policiais, e de estarem armados, e o fazem muitas vezes em confronto com outros policiais em situação parecida, que podem ou não pertencer à sua mesma corporação ou organização, principalmente quando um e outro não se identificam.

Em caso recente, ocorrido em Minas Gerais, em novembro do ano passado, um policial corrupto que dava escolta a traficantes e estava, no ato,  recebendo 20.000 reais em propina, matou um colega da polícia civil que estava seguindo os traficantes. Em outra situação, em abril deste ano, também na Grande Belo Horizonte, uma policial civil, escrivã, foi com o marido verificar a origem de tiros ouvidos perto de sua casa, e se deparou com um grupo de policiais militares à paisana fazendo tiro ao alvo em uma mata. Segundo ela, eles teriam "mexido" com a escrivã, que pediu que se identificassem ao ver que estavam armados. No tiroteio que se seguiu, a policial foi baleada na barriga e o marido morreu, atingido por oito tiros.

Em São Paulo, em Ibiúna, um policial militar foi morto pelo irmão de uma adolescente vizinha, depois de convidá-la para um churrasco em sua casa e  levá-la para a sua cama.

E ficou famosa a cena de um policial goiano, que, em pleno trânsito, filmado por câmeras de segurança, desceu do carro, espancou e algemou a namorada, matando-a a tiros, e depois atirou em si mesmo, tentando o suicídio.

Como vimos, as consequências da violência policial vão muito além da lógica maniqueísta dos filmes de "mocinho" e "bandido".

O policial que é violento com um suspeito desarmado, tem uma chance maior de ser violento também com a mulher ou a namorada, com os filhos, com a família,  com os vizinhos, com outros colegas policiais que ele não sabe, circunstancialmente, que são policiais, e, de modo geral, com a própria comunidade em que vive.

Finalmente, há outro parâmetro que diz respeito ao grau de letalidade da polícia brasileira, segundo estudo de Luiz Flávio Gomes e Adriana Loche: o número de mortos por policiais, com relação ao total de homicídios dolosos. No ano de 2010, esse número foi de 11,48% no estado de São Paulo, ou seja, de cada 100 pessoas que morreram assassinadas, praticamente 12 foram mandadas para o cemitério por ação da polícia.         

Mesmo com esse número brutal, boa parte da população ainda acha normal, no Brasil, que a polícia mate. Como se de cada 100 pessoas assassinadas, 12 fossem marginais que pudessem automaticamente morrer sem sequer ser julgados.

E que mate principalmente jovens.

No país em que se discute a redução da maioridade penal, dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF - revelam que, desde a 1990, quando foi aprovado o ECA -p Estatuto da Criança  e do Adolescente, o número de assassinatos de brasileiros com menos de 18 anos passou de 6 mil para 10.5 mil por ano, ou 28 por dia.

Desses pouco mais de 10.000 jovens - revelou esta semana a Comissão Parlamentar de Inquérito da Violência contra Jovens Negros e Pobres - 2.200, ou mais de 20%, morreram suposta situação de confronto com a polícia. 

Dos adolescentes que não morrem por causas naturais, 36% são assassinados, sete vezes mais que a população em geral, em um índice que só é superado pela Nigéria.

Ser homem aumenta em 12 vezes a possibilidade de morrer dessa forma nessa faixa etária, e os negros morrem mais três - quase quatro - vezes mais que do que os brancos.

A televisão contribui diretamente para isso, com a disputa cotidiana, de programas ditos "policiais", por audiência, em que jornalistas competem também em seu empenho de justificar e defender a violência da polícia.

Nesses programas não existem suspeitos, nem a presunção de inocência, mas, a priori "bandidos".

Neles, também, os policiais quase nunca "erram" ou se equivocam. A maior parte de suas ações é elogiada, enaltecida, mesmo quando o policial agiu de forma flagrantemente irregular, como no caso recente em que um policial militar atirou, diante das câmeras, em dois adolescentes já deitados no chão e dominados, que, antes, em fuga em uma moto, haviam jogado em sua direção um capacete.

A apologia da violência do Estado, no Brasil, está profundamente arraigada em nossa sociedade, e leva, a cada nova eleição, mais representantes da corporação para as câmaras municipais, para os legislativos estaduais e o Congresso Nacional, já que os governos, apesar do aumento permanente da criminalidade, parecem não ter outra resposta do que a contratação constante de mais policiais e equipamentos, em um processo perene e ininterrupto que já ameaça o orçamento de muitas unidades da federação.   

A sociedade - e o próprio governo - parecem não entender que para cada dois presos sem julgamento, um deles sairá da cadeia transformado em bandido, e que para cada "bandido" morto em duvidosa situação de conflito, muitos de seus filhos se levantarão, quando crescerem, para combater o Sistema e a polícia, em um círculo vicioso que só pode levar à morte de cada vez mais civis, e de cada vez mais policiais.

É preciso entender que a saída dessa pandemia de violência só pode estar na reformulação de uma legislação penal, infelizmente, cada vez mais conservadora e anacrônica, com a aplicação real de leis como a que impede a prisão de usuários de drogas "ilícitas", e, no limite, a legalização de certas algumas delas, passando seu controle para o estado, no lugar de deixar o dinheiro nas mãos do tráfico e de corruptos de todos os tipos que por ele são alimentados.

“O proibicionismo é um modelo macabro, que produz mortes principalmente de pessoas pobres, que não têm voz e morrem como baratas no Brasil inteiro”, afirmou, em novembro do ano passado, em um seminário denominado “Drogas: Legalização + Controle”, o coronel reformado - ex-comandante de Batalhão e ex-chefe do Estado Maior Geral da PM do Rio de Janeiro - Jorge da Silva, informa o Portal da Organização Ponte - Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos. 

“Estou muito cansado de ver policiais morrendo”, disse também, na mesma ocasião, o detetive-inspetor Francisco Chao, que atua há 19 anos na Polícia do Rio, com passagem por unidades como a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). “Eu gostaria muito, antes de me aposentar na polícia, e faltam dez anos, de ver o fim da insanidade dessa guerra, que não interessa à polícia e nem à sociedade.”

É preciso “falar claramente sobre a necessidade da legalização e consequente regulamentação da produção, do comércio e consumo de todas as drogas”, explicou o delegado Orlando Zaccone, na abertura do mesmo evento, organizado pela LEAP - Associação dos Agentes da lei Contra a Proibição - Brasil e o Fórum Permanente de Direitos Humanos da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

A LEAP - também segundo a matéria - soma 236 membros, dos quais 167 são policiais, a maioria deles da ativa, do Distrito Federal e mais 21 estados brasileiros, e conta com mais 1250 apoiadores. “Nós defendemos a legalização de todas as drogas. E sabem por quê? Porque nós somos ‘maus’”, ironizou Zaccone. “E somos ‘maus’ porque os ‘bons’ estão produzido um dos maiores genocídios da História”.

Não há crime que possa ser executado por alguém que cheirou cocaína, fumou um baseado ou uma pedra de crack, que não possa ser cometido por alguém sob o efeito de uma garrafa de uísque ou de cachaça, e a publicidade de bebida continua presente nos mesmos meios de comunicação que vociferam, todos os dias, contra a violência, enquanto nossos jovens, de todas as classes, começam - inspirados pelos comerciais de cerveja na tv - a beber cada vez mais cedo, como primeiro passo e porta de entrada para o consumo de todo o tipo de droga, a começar pelo cigarro, a que mais mata legalmente.

A polícia brasileira não é melhor nem pior do que qualquer outra polícia do mundo, mas precisa investir mais em inteligência e menos na força bruta e na violência desatada no combate ao crime. Mais no policiamento preventivo que no ostensivo, que acaba,  infelizmente, transformando uma minoria de policiais em desequilibrados impunes, que, no lugar de servir a população, ameaçam, intimidam,  matam e torturam.

Enquanto isso, soluções estapafúrdias procuram aumentar, no lugar de diminuir, o fosso que separa a polícia dos outros cidadãos, transformando o agente de segurança em uma espécie de casta superior, diferente e intocável.

Acaba de ser sancionada a lei que transforma em crime hediondo a lesão corporal e o assassinato de policiais, ou de seus parentes até o terceiro grau.
Essa é uma lei equivocada, que dificilmente diminuirá a morte de policiais.

Primeiro, porque ela quebra o princípio da isonomia.

É preciso que se entenda, que quando morre um policial, morre um pedaço de toda a Humanidade, e o mesmo ocorre quando morre, em qualquer lugar do mundo, qualquer outro ser humano.

Em segundo lugar, porque se queremos que um policial, um soldado, um bombeiro, até mesmo com seu próprio risco, salve uma vida,  precisamos que ele aprenda que a vida de qualquer ser humano que ele jurou defender vale, no mínimo - em face do heroico sentido do dever - o mesmo que a sua.

E finalmente porque, infelizmente, hoje, em muito lugares, a morte de policiais é um troféu altamente cobiçado. E essa lei pode ter um efeito contrário. O de aumentar o valor do prêmio por suas cabeças.


Um comentário:

Marco Rocio disse...
Prezado Mauro,

Se não bastasse essa barbárie praticada pelas polícias estaduais, militares e civis, estas cada vez mais militarizadas, os moradores de favelas, nacionais pobres, aqui no Rio de Janeiro, ainda têm que suportar as atrocidades cometidas pelas Forças Armadas, quando, a pretexto de "ocupar os territórios sob o domínio do tráfico", espancam e humilham a população e não produzem os resultados que se alegam para a "ocupação". Um exemplo da barbárie, da covardia insana, pode ser visto na conexão que segue: https://www.youtube.com/watch?t=233&v=xjiKM8FfPM0. Grato por sua atenção, Marco Rocio

terça-feira, julho 14, 2015

Mais um texto do Kalil

Bons ventos, soprando da lavra rica...!

ALIÁS



Por isso estou aqui
estendido como olhares pedintes
Olho-te 
a partir dos meus descendentes/dentes/entes famintos
da tribo de caim a mesma de abel 
prontos para lacerar-te completamente em mim
Portanto 
quero imitar-te
quem me dera o veneno 
prudente/rudente/ente da tua serpente
que rasteja no semiárido tatuado
da tua nuca errante
Aliás  
estou aqui
para te dizer  
daquilo que tremeu/ meu/eu à deriva
gritando em silêncio no tumulto
Quero dizer-te ainda da minha infeliz contradição
que balança entre a frieza do mármore
e a paixão de um verso e vice-versa


Wellington Kalil de Campos Alves.

sábado, julho 04, 2015

Provocações

BELEZA e ORGULHO



quinta-feira, julho 02, 2015

RUA PITANGUY.docx

Maravilha!
Mais uma participação de peso, pessoa assim indo do A ao Zénite calor Kalil,
colado ali no instante, tanto tempo porá temporalidades no menu das nossas refeitas ações dos improvisados encontros pra sempre...
pre estabelecidas as latitudes, longas atitudes de querer ser/descrever discursos im-perfeitos porque feitos na hora do amor.
Vai lá!!!

Caro Vá, conforme combinado, estou te enviando o texto em anexo, sou péssimo para guardar datas, fatos e nomes , por isso, resolvi fazer aquilo que sei melhor,  lidar com o fato emocional, onde cada detalhe tem a pegada da minha alma, decidi narrar a partir da rua, era ela quem me dava o mote o tempo inteiro, assim eu falei de cada um de nós, muitos que eu esqueceria, não saberia declinar nomes, fatos perdidos no balaio da memória, assim ficou tudo claro para mim como a luz azul da lua que nos dá o dia quando a noite vem.
 Sinceramente, 
wellington kalil


RUA PITANGUY – UM RIO DE CRIANÇAS E LÁGRIMAS
                                                           Wellington Kalil de Campos Alves


Porque a juventude é também uma criança assim como a noite e a arte. Sob o notívago signo do rock’n’roll, eu vi o movimento hippie, transitando pela liberdade e a loucura plutônica emanada de woodstock estreladas no céu da noite de nossas cabeças incorporando os anos setenta e o projeto de um ajuntamento intenso de jovens sem compromisso com nada, apenas com o desejo de juntos se protegerem na misteriosa liberdade que inspira o desenho de uma rua, em cuja abertura se refugiavam das pontiagudas esquinas. Por outro lado ainda, do outro lado do mundo floresciam os beatles e os rolling stones, enquanto eu cultuava três divindades: lou reed, na voz de walk on the wild side; o deus poeta, bob dylan, dizendo like a rolling stones e o divinamente brega, waldick soriano. Tudo isso compunha o cenário das minhas crenças, e caminhava comigo, quando todo mundo varava a madrugada de quase todas as noites da semana pensando cada um por si e todos por um. No meio do quarteirão, fulgurava como um facho de lua cheia a casa do bravo e delicado seu hermélio, marido de santa anália,  amorosa mãe e dedicada dona de casa, escritora de belas poesias que nos ensinou a espiritual virtude da tolerância e o valor da bondade, a qual, igual cada um,  eu aprendi a amar e a respeitar como se fosse mãe, ali transitavam  todos os lugares do mundo, todos os homens da terra e todos os bichos do céu nossos irmãos, nossos queridos irmãos, uma exótica fraternidade que logo se refilhou pelo astral do brasil inteiro e nos tornou uma sagrada família no bairro homônimo, onde haviam uma varanda sempre iluminada, o quintal de muro baixo limitando o vetusto quintal, parcela de um passado de fazendas, fazendeiros  e alucinados tropeiros, um quintal guardado por um bosque em festa e perfumado de maçãs e jasmins e um bem cuidado roseiral, fruto do desvelo de dona anália, que, logo após, caminhando para a saída do portão, via-se a inconfundível lua que rimava com a sagrada rua pitanguy que, assim como o rio ganges,  era um portal para o infinito, ainda hoje acredito que ali subsiste a sublime ideia de que a rua é  uma estrada encantada rumo ao alpha e o ômega e ao íntimo infinito. A rua era o nosso rio por onde navegavam conversas incríveis, nossas esperanças perdidas, amores vãos e, sabe-se lá por que, as mais inconfessáveis lágrimas entre anseios e poesias aldrabadas, bandoleiros e luxuosos bandolins. Logo aprendi a tocar violão que faria parte de mim por toda minha vida, eu vim daquele sagrado universo, de onde as metáforas e metafísicas palavras.



terça-feira, junho 30, 2015

Modernidade, filosofia, internet e Educação...


Viviane Mosé
Falando de educação, ela fala de tudo...
Humanidade, como não amar o humano quando alguém que se refere a ela fala com tanto amor e responsabilidade.

quinta-feira, junho 25, 2015

Contos da Sagrada: Naqueles tempos...



Petrônio deixou seu depoimento...
Anima aí, galera!!!




CONTOS DA SAGRADA

(ou SAGRADOS CONTOS)
Petrônio


“Eram outros tempos?
Sim!
Mas estão esquecidos, anacronicamente desbotados.
Eramos outros?
Sim. Cheios de esperança, confiantes … e muito mais ingênuos!! broken!!
O que mudou?
Mudou tudo. É tudo outra coisa, distante daquilo que imaginamos….
E dai? O que virá?
Impossível prever! Só nos cabe perseverar, lutar….
É nossa saga:
Mudar tudo! O nosso mundo pessoal e o mundo exterior também.
E vamos seguir tentando … apesar dos percalços, dos retrocessos e das perdas.
Agora, de forma mais ponderada, e mais silenciosa.
O norte é o mesmo: mudar internamente. E o resto virá por acréscimo.
As vivências são inestimáveis …; é um aprendizado que não se perde e não tem fim...”

“No início, olhávamos pra frente, sempre.
No meio da jornada, muitas vezes já não se olhava detidamente, pois era preciso pressa.
Hoje, o que vemos realmente, objetivamente?”


Pra que, porquê registrar coisas do passado?
Falar do passado, por melhor que seja este passado, é uma forma de ficar preso.
E é preciso mudar, seguir em frente.
Outro risco considerável é falar de algo que não foi objetivamente observado, e tomar esta lembrança psicológica, incerta, imprecisa, como verdade.
Bom, isto é complexo. E não há uma resposta objetiva, simples para esta questão.
Assim, vamos deixar claro: tudo aqui é ficção, obra sem qualquer relação com a história e/ou com a verdade.
Eu mesmo não confio, absolutamente, em nada que escrevo. E espero, sinceramente, que todos tenham este senso crítico ao ler o que se segue.
Leiam com o ouvido atento, com os sentidos em alerta. Observem e questionem tudo. Se isto acontecer, já terá valido a pena.
Então, vamos lá!


NAQUELES TEMPOS ...
Petrônio

Idos de 1970 …
Rua Pitangui, entre ruas Coronel Júlio Pinto e Caldeira


Brant; entre Bicas e Genoveva de Souza, Belo Horizonte/MG. Esta era a nossa “Praia”: eramos os “donos”, em todos (quase todos) os sentidos!

Este espaço era nosso, dia e noite; às vezes, até bem tarde da noite... Havia um rodízio, muito dinâmico: turmas diferentes sucediam-se, aleatoriamente. Ecléticas, sem padrão de idade, sexo, etc... Jovens agrupadas naturalmente, pela vontade de estar juntos, de formar um bando … e quase tudo dava liga.

Se a “reunião” não fosse da mesma faixa etária, os mais novos compareciam para ouvir: ingerir, ruminar, digerir … O resultado, era sempre saboroso. Estimulava, excitava, preenchia.

Rolava todo tipo de conversa: tudo era permitido, nada era proibido. Este radicalismo avassalador, era uma marca. Não interessava se os mais novos estavam próximos, se as meninas ouviam, se era cedo ou tarde da noite, se alguém falava alto, se falava baixo … tudo, tudo mesmo, rolava abertamente.

Naqueles idos, tempos de ditadura militar Brasileira, de repressão e controle social, havia este espaço urbano, livre e democrático, para todo tipo de manifestação: uma benção!

Na simplicidade, na rua, sentados no meio-fio, havia tudo o que precisávamos: liberdade (garantida por Pais e Famílias de Bem), esporte (as peladas de rua, as corridas de carrinhos de rolimã, etc.), cultura (livros que passavam de mão em mão; filmes exibidos gratuitamente em BH; música, ouvida e tocada, de todos os estilos), debates e questionamentos sem fim (sobre religião, política, arte, etc...).

Esta pesquisa por conhecimento era um objetivo de todos (uns mais, outros menos): queríamos respostas, respostas para tudo. E o debate alimentava e fomentava... 

Rica e intensa era a nossa vida: o clube funcionava 24 horas por dia, sempre em atividade, pulsante, rebelde, vigoroso. E recebíamos visitantes, de todos os estilos, de diversos bairros, com diferentes visões e experiências de vida. Os que iam chegando, trazidos por amigos, às vezes, por amigos dos amigos, contribuíam com biodiversidade (o quê?); sim, com experiência de vida, experiências cambiadas naturalmente, espontaneamente.

E tínhamos pressa, muita pressa: queríamos viver tudo, a toda hora, intensamente …. Contraditoriamente, o tempo, essa aceleração que hoje fustiga e oprime, não exercia pressão sobre nossas vidas.

Era leve e tranquila a vida: a pressa era nossa! Não era do tempo sobre nós. Como isto acontecia, como ter pressa e não sentir o tempo contra nós? Não consigo entender, nem descrever, objetivamente: mistério muito além da minha compreensão...


Franklin: quem inventou o Brasil? Foi o povo!

Música popular conta a história da República.


Confira este vídeo no YouTube:

http://youtu.be/ib2tKz4oGb8


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quinta-feira, junho 11, 2015

Saga, inevitável

SAGA, INEVITÁVEL
Carlos Wagner
11/06/2015

Juncado, insólito, enxerto possível, meu eu,
pérfido doloso ídolo solitário,
Ár de árido, dormente, testas tensas, santas outrora taças cheias,
Agora de amargas seivas,
vastas taças, urdidas, mordeduras implacáveis,
as todas paixões que a mim soterraram,
mesmo antes de sabê-las,
insensíveis e inapeláveis, novamente repetidas vezes,
e bebendo goles a seco, seguros memoriais registros,
vidas e mortes num todo, num tudo querer ser,
volúpias narcóticas, indecentes, decadentes,
decendentes de minha carne,
buscando-as, mirando-as.
Quero todas, embriagadas visões de Virgílio.
Me acorde Beatriz!, atriz dos sonhos de Dante,
Porque quero-as todas, intactas, como um Saulo-Paulo cego,
Quero-as de forma compulsiva e contraditório,
Bem e mal, seres da noite,
malvadas fadas danadas, domadas e,
O risco é grande de mil caminhos encruzilhados a escolher,
Dar a volta longa no tempo, de trinas dimensões, enganado, usurpado,
Nada perdendo dessas derrotas rotas, retortas em brasa,
Numa busca frenética de todo o meu ser mobilizado,
Paralisado e amassado pelo peso abafado de meu coração miserável,
Cujo único desejo é ser Maria, a Imaculada noiva do Espírito
Cujo filho é um avatar sem forma e sem nome,
Sem tempo a perder, traído sempre...,
podendo mergulhar dentro do meu pedinte mendigo-eu sou,
para fora de meu “eu-não-poder-ser” aquele que protagoniza a vitória possível,
nem se orgulha,
mas mergulha no aqui vale imenso de dor.
Oceano atrai-me gota. E me perco vasto!

Carlos Wagner

quarta-feira, maio 27, 2015

Overjoyed

Confira este vídeo no YouTube:

http://youtu.be/LwoVICy7YyA


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sexta-feira, maio 08, 2015

O PT não inventou a desigualdade

Texto de Barbara Gancia
Cheio de verdades que precisam ser lidas, compreendidas, refletidas.

Por Barbara Gancia
Via Facebook
Não sou PT, nunca fui. Mas, só de birra, está começando a me dar vontade de deixar crescer uma barba e/ou a sibilar. O que vier com mais facilidade, eu mando ver.
Explico. Esse ódio crescente e tão palpável quanto um transatlântico que jorra do coração dos "conservadoressauros" na direção daqueles que, juntos são milhões, mas não conseguem nunca acumular mais riqueza do que o famoso 1% dos ricos já deu.
Pessoal alega que foi o Lula que começou a "luta de classes", mas, sejamos sinceros, já se vendia carro blindado e já existia cadeia superlotada, rebelião na Febem, tiro na cara pra roubar Rolex na Oscar Freire bem antes de o Lula ir trabalhar na Villares.
Mas voltemos a essa gentalha pobre que incomoda.
Hoje, eles não só ocupam espaço e saem gritando no shopping em rituais primitivos chamados de rolezinhos, como passaram a ser identificados por "massa de manobra" ou "vagabundos que votam no PT pra ganhar Bolsa Família". 
Pois então, esse ódio que antes ficava lá contido, ele começa a mostrar a fuça. Seja lá pelo motivo que for. Não, eu não acho o Zé Dirceu santo e, sim, eu creio que, deixado livre para dispor do poder que tinha, ele teria realizado uma pequena revolução bolchevique a seu modo, por meio de uma reforma fiscal na surdina.
Se isso seria bem-vindo? Não creio, se fosse feito sem consultar a população e se não fosse à luz do dia.
Mas, voltemos à crua realidade do que temos em mãos, e não daquilo que poderia ter sido.
Agora que o PT e o Lula não metem mais medo no empresariado, o pessoal que costumava se restringir a frases econômicas como "eu voto na Arena" ou "eu votei no PSDB" começa finalmente a explicar melhor as razões pelas quais sempre teve como princípio nunca jamais nemfu votar num partido de esquerda.
Isso acontece porque a feroz desigualdade que impera no país impõe, digamos, "estilos de vida" deveras conflitantes. 
Você se encontra de um lado ou do outro. 
Se mora na periferia, não tira selfie com policial e não participa e panelaço contra nenhum político. Seja ele de que partido for, já que ninguém que está acima de você ou que você seja obrigado a chamar de "doutor" inspira confiança. 
E se você não mora na periferia e tem a sorte de possuir um jogo de panelas para brincar de imitar o Cartel de Medellin na hora do jantar -ueba!- ou se se ufana de vestir a camisa do 7x1 pra cantar aquela musiquinha insossa, " ...com muito orgulho, com muito amor... Eu, sou..." ... se você tira foto com polícia, se nenhum PM nunca olhou feio pra você, nunca arrastou seu irmão no meio da noite da cama em que ele dormia e o levou embora de camburão porque ele se parece muito com um traficante do bairro; se você acha que vence na vida quem estuda e trabalha e que todos nós podemos fazer isso -sem discriminar entre ricos e pobres-, sem essa de vitimização, já que basta olhar para os Estados Unidos ou, quem sabe, pra Índia onde há inúmeros exemplos de gente humilde que venceu sem recorrer ao crime, vai dizer que não há?
Parece então que o que nós temos é um problema imenso de comunicação entre duas populações distintas obrigadas a coexistir. 
Trata-se de uma diferença de pontos de vista e de experiências de vida tão vultuosa, que acaba produzindo um mar de preconceito, indiferença, desconfiança, ignorância e desdém.
Seria lindo se fosse só isso. E olha que isso já seria uma catástrofe depois de 515 anos empreendendo esta nossa aventura civilizatória.
Mas provavelmente não é à toa que Pero Vaz de Caminha já tenha conseguido enfiar um pedido de emprego para um parente na sua famosa missiva, no primeiro episódio de nepotismo da história do nosso país, aos 10 minutos do primeiro tempo, naquele que depois viria a ser o paraíso da vantagem em benefício próprio e do desprezo pela coletividade, o bem maior e o interesse público.
Na minhas páginas nas redes sociais, todo dia tomo porrada (forte) de indivíduos que se auto intitulam "reaça" disto e "reaça" daquilo. Ontem um quadrúpede desses tentou me explicar que "reaça" e "esquerdista" são cosas equivalentes.
E é esse o pior dano que se está perpetrando ao eliminar sem dó nem piedade o PT da face da terra -como já se fez antes com Collor, Jânio, Vargas etc.
Sem um lado de cá e uma oposição para contra balacear não existe possibilidade de haver uma fagulha que dê (re) início ao processo democrático.
Golbery do Couto e Silva, ministro chefe da Casa Civil de Geisel e Antônio Delfim Neto deram força para o surgimento de Lula como liderança sindical antevendo um futuro democrático de raiz bipartidária.
A despeito dos problema com a propaganda e o financiamento das campanhas políticas, sem o equilíbrio Labour/Tory, Democratas/Republicanos, Democrazia Cristiana/Partito Socialista não pode haver nem sequer esboço de arremedo de fiofó de burro de democracia pra inglês ver.
Já não são bem tolerados no país fenômenos que nós não captamos, temos trauma ou consideramos (vá entender) démodé.
"Conservador" por exemplo, é algo que desce mal para o brasileiro. Em outras sociedades, o termo tem vários significados. Estritamente na política, sinaliza que o camarada é a favor de menos interferência do Estado na economia, da valorização dos direitos do indivíduo e da não interferência de instituições como a igreja ou quaisquer outras na vida privada. Soa como uma descrição da filosofia do Bolsnaro ou do Tuminha pra você? Pois é, pra mim também não. E Serra, exilado do regime militar e Dilma, presa política da mesma turma, trocarem gentilezas com antigos algozes e fazerem alianças que ultrapassam qualquer limite de vergonha na cara com o inimigo de ontem, faz sentido?
Não será talvez por esse tipo de "licença poética" que o sonho de um Estado democrático está naufragando e, mais uma vez, grileiros, corruptores manjadíssimos, patrocinadores de candidatos marionetes, falsos profetas, contrabandistas, pilhadores e gente que usa o governo como mero entreposto para seus fantásticos negócios está vencendo a parada novamente e pela undécima vez?
Faz sentido ainda não ter sido julgado o mensalão mineiro? Faz sentido os senhores Renan e Cunha ainda estarem lá firmes e fortes? Reafirmo: não sou petista, nunca fui, e nem me julgo particularmente de esquerda.
Mas esse desequilíbrio é indicação grave de golpe branco em andamento, treta por baixo do pano, arranjo de que tipo não se sabe, mas coisa boa dali não sai.
Ou por bem julgam tantos deste lado e também do outro e medimos forças e o país sai lambendo suas feridas, ou anistiamos a todos e vai todo mundo fritar pastel.
Esta caça às bruxas, em que o camarada está se transformando em milícia odiosa que sai à caça do "inimigo" na internet e no boteco da esquina do escritório, e acusa quem quer que lhe dê na telha de bandido e ladrão e filho e um égua só porque o outro (que até ontem era seu amigão) não compartilha de sua ideologia começa a se parecer demais com a Alemanha de Hitler circa 1934. 
Cadê o Renan, gente, lembra do processo cabeludo que caiu naquela cabeça cheia de fio implantado por conta de um caso extraconjugal? 
E o envolvimento dele no Petrolão, não há nada ainda? Claro que há, em abundância. Só não vê e não mostra quem não quer! 
E o problema lá de Furnas e do Aécio? Há uma montanha de coisas em estados de todas as mais variadas importâncias, está faltando dizer isso a quem, ao Papai Noel? Sim, porque ao papa, pode crer, sendo argentino e odiando a Kirchner como odeia, a esta altura, ele já está ao par de tudo.
E o Sarney, onde andará, por sinal? Lembra quando o Lula dizia que ele até não era de todo mau e que nós devíamos respeitar a experiência que o bigode tinha acumulado nestes anos todos?
Pois não é que, depois que ele desapareceu, eles deram um jeito de cobrir com uma lona.
Agora virou circo de verdade, completinho.

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http://jornalggn.com.br/noticia/o-pt-nao-inventou-a-desigualdade-por-barbara-gancia

segunda-feira, maio 04, 2015

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Deus castiga, Reinaldo Azevedo...

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O artigo sordidamente apelativo de Reinaldo Azevedo, que provocou a indignação deste blog há dois dias, não apenas afirmando que Luiz Edson Fachin seria defensor da poligamia que, pior ainda, sugerindo que ele próprio a praticasse ganhou um castigo daqueles que se poderiam dizer que são divinos.

Claro que no sentido do dito popular, não no religioso.

É que o autor do livro que Fachin prefacia e que serve de pasto para a asinina argumentação de Azevedo, Marcos Alves da Silva, doutor em Direito Civil, ao resolver responder, assina o texto – publicado noDiário do Centro do Mundo – dizendo o que é: professor de Direito Civil (o livro é sua tese de Doutorado) e – ah, Reinaldo, que rata… – pastor presbiteriano.

O velho ateu aqui, a quem o tempo cada vez mais leva a agnóstico, deu boas gargalhadas com a involuntária bofetada moral que Marcos Alves dá ao lamentável rottweiler, que estudo, como se sabe Teologia na Libelu.

Aquele tapa estalado que merece a canalhice fez-se ouvir pacifica e inesperadamente, como convém para desmolarizar quem a pratica.


www.blogger.com/share-post.g?blogID=1644628384631688224&postID=6951283816378420864&target=email

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sábado, abril 25, 2015

http://youtu.be/7LghsWYmJtQ



Admiro imensamente as aulas do Professor Cortela.

Você quer pensar mais claramente, ser mais racional?
Então, veja todas as suas palestras e entrevistas. Manda muito bem!!!

sexta-feira, abril 24, 2015

quinta-feira, abril 09, 2015

quarta-feira, abril 08, 2015

ϟ●• História e Sociedade •●ϟ: Dos lampiões à eletricidade: mudanças no cotidiano...

ϟ●• História e Sociedade •●ϟ: Dos lampiões à eletricidade: mudanças no cotidiano...: Acendedor de lampião Quem cuidava da iluminação eram os vaga-lumes. Não o inseto, é claro. Mas os profissionais responsáveis por acen...

domingo, abril 05, 2015

Ensaio | Mariana Aydar | 22/06/2014

Confira este vídeo no YouTube:

http://youtu.be/PVINUtqevx4


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Assista a "ELIS REGINA - ÚLTIMA ENTREVISTA EDITADA - JOGO DA VERDADE" no YouTube

ELIS REGINA - ÚLTIMA ENTREVISTA EDITADA - JOGO DA VERDADE: https://youtu.be/YnAyyho01PM



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quarta-feira, março 25, 2015

coutinho sagrada e campos...férteis!: Peladas da Pitangui

Republicando o texto do Zé


Peladas da Pitangui

O texto abaixo é de autoria de Hermélio/Zé.


PELADAS NA PITANGUI

Minha família se mudou pra Sagrada Família, pro 2128 da Rua Pitangui, uma via de terra, naquele trecho, em julho de 1965. E naquela redondeza fizemos amigos pra sempre, com os quais formamos um grupo que jogava bola na rua de calçamento da esquina de cima, a Cel. Júlio Pinto. Uma árvore em frente à casa do Ângelo e do Zezé era o gol de cima, e a outra, em frente à casa do Ênio, do Rui César e da Helaine, era o gol de baixo. Todo mundo jogava descalço, no calçamento e nos passeios. Quem atacava pra cima, atacava pra direita; quem atacava pra baixo, atacava pra esquerda. Na metade do jogo fazia-se a virada.
     Assim era nossa vida esportiva, até que a mãe do Ângelo e do Zezé ganhou o Vinícius, e ela reclamou que a gente gritava muito, não deixava o menino dormir, e proibiu o uso do gol em frente à casa dela. Tivemos que mudar o local da prática de nosso esporte pra outro lugar.
Na Joaquim Felício, esquina de Pitangui,  tinha o campinho da turma da parte baixa da Pitangui, Testa, Piaba, Chiclete de Onça, Danilo, uma turma de gente mais velha que a gente. Não conseguíamos jogar entre eles com tranqüilidade, porque as disputas ali quase sempre envolviam "cocadas" na cabeça dos perdedores. Havia um jogo em que a bola era disputada por todos que estavam na linha, e à medida que iam fazendo gols, cada um saía e esperava que se conhecesse quem seria o último jogador, o que não conseguiria marcar sua saída para a paz e o direito de dar seu “teco” na cabeça de algum coitado. Me lembro de uma tarde em que eu e o Wá, meu irmão, ficamos como a sobra do jogo, e um de nós seria “cocado” pela galera. Mas combinamos tudo direitinho, e conseguimos levar seu final a constantes chutes pra fora, o que não agradou aos que aguardavam conhecer a vítima da hora, mas que nos livrou de ser o “apanhador” do dia. Por coisas assim, nossa turma da Cel. Júlio Pinto resolveu ficar com o lote vago ao lado de minha casa, no outro lado da mesma esquina do campinho da parte baixa. Foi preciso juntarmos todas as nossas forças, enxadas, pás e picaretas pra fazer um campo mais ou menos do tamanho de uma quadra de futebol de salão. Um senhor campinho!
No começo as metas eram duas pedras de cada lado da cancha, mas, com o tempo e a dedicação de elementos especiais do grupo, cada gol passou a ter traves e travessão, serragem ao pé do goleiro e rede de tela de arame, retirada de algum galinheiro. Tela só no gol que dava pra rua Joaquim Felício, já que no de cima, que ficava colado no muro lateral de minha casa, não era preciso colocar rede.
A manutenção do campinho se dava sempre que fosse necessária, e não faltava mão de obra pra isso naquele tempo. As traves chegaram até a ter sua coloração definida, cinza claro e branco, graças à obtenção noturna de latinhas de tinta no Instituto Santo Antônio, que funcionava ao fundo da minha casa, tarefa que foi executada com maestria pelo Ronaldão Qüem-Qüem. O campinho era muito bonito.
A bola utilizada nos jogos, peladas, gol-a-gol e “controles” era guardada no quintal lá de casa. Não interessava de quem era a bola, quem a havia ganho; ela sempre estaria ali, disponível pra quem fosse praticar o ludopédio. Bastava que se gritasse um "manda a bola", pra que minha mãe, ou a Diva, ou um de nós, 4 meninos jogadores, ou uma de minhas 3 irmãs, jogasse a bola pro outro lado, por cima do muro. Quem estivesse jogando a devolveria pro nosso quintal tão logo seu jogo tivesse terminado. E assim era. Durante a semana, de manhã jogavam os que estudavam de tarde; de tarde jogavam os que estudavam de manhã. E nos fins de semana, jogávamos todos.
     Mas, no início de 1970, um trator entrou em nosso campinho, tirou todo o mato de suas laterais e aplainou o terreno, deixando em dois níveis o espaço onde jogávamos bola e onde os pequenos faziam túneis e cabanas. Ainda jogamos umas poucas peladas no lugar aplainado, até que pedreiros, serventes, carpinteiros, máquinas e serras apareceram para construir os 4 edifícios de 3 andares que existem até hoje no local. Onde mais poderíamos jogar nosso futebol diário, a não ser na própria Rua Pitangui?
Nosso campo passou a ser mais estreito, mas podia ser montado ao longo de dois quarteirões, segundo o que fosse necessário ou de interesse da turma. Na parte de cima, da Cel. Júlio Pinto até a Caldeira Brant, o campo ficava em frente ao Bar do Olegário e das casas do Ló, Adão, Davi e Caroço; na de baixo, da Cel. Júlio Pinto até a Joaquim Felício, ficava em frente de minha casa e das do Betão e do Fio, do Silvinho Bougleux e dos meninos que foram morar nos prédios novos, Lincoln, Jefferson, Nado, Baleia, Sérgio Timélo, e outros. O dono da bola continuou sendo qualquer um de nós, e a guarda daquele importante artefato foi mantida como na época de nosso velho estádio, lá em casa.
     Em frente ao 2128 da Pitangui foram realizados os mais vigorosos e retumbantes clássicos peladeiros da Sagrada, nas manhãs, tardes e noites de todos os dias. E, nas tardes de sábado, jogavam conosco alguns dos senhores da rua, como o Titita, motorista do caminhão Ford 350 amarelo no qual alguns de nós fomos ao Mineirão ver o Galo vencer a Seleção Brasileira campeã mundial de 1970, o Seu Ricardo, pai do Cadinho, Marquinho, Betinho, João, Luluca, Soninha e um monte mais de boa gente, um tio desses companheiros, além do Paulista, são-paulino roxo, cunhado de nosso amigo Pipute, e quem mais quisesse jogar com a gente. Eram figuras marcantes em nossas peladas, num tempo em que não havia tanto carro subindo e descendo pelo nosso campo.
Mas, de vez em quando, vinha a Dona do Aero Willys vermelho, que implicava conosco, reclamava do barulho que fazíamos e prometia que iria chamar a polícia pra nós. A bola continuava a rolar, que hora fosse, mas sabendo do que poderia vir a acontecer, colocávamos dois eminentes olheiros do time de fora no fim de cada quarteirão, observando se a viatura policial já estava chegando. E muitas vezes ela vinha mesmo, e os bravos olheiros gritavam "os hôme", e a bola era guardada atrás do muro lá de casa, ficando todos nós sentados no muro e no meio-fio, fingindo estar contando histórias da carochinha um pro outro. Todo mundo muito suado, porque contar história, sentado no muro e no meio-fio, é algo que dá muito calor na gente.
"Os hôme" passavam, uma, duas, três vezes pelo nosso campo, mas iam embora sem nos tomar a bola, objeto precioso, e a pelada voltava a acontecer, após vibrantes gritos, assobios e palmas. Tínhamos vencido mais uma batalha. E, em agradecimento à Dona do Aero Willys vermelho, cada vez que ela descia a rua com seu veículo, corríamos à frente dele, gritando, fingindo estarmos com medo e tentando subir em muros e postes para fugir dela, até que ela parasse na esquina da Cel. Júlio Pinto com Pitangui e saísse do carro dizendo "seus mentecaptos"! Ninguém sabia direito o que era aquilo, mas ouvíamos seu xingamento como elogio e prova de orgulho para todos. Virou tradição na Pitangui: a qualquer hora em que o carro vermelho aparecia na rua, tinha gente que saía correndo à frente dele, fugindo assustado da motorista que de vez em quando chamava a polícia pra gente. Era tudo muito engraçado e divertido.
Outro tradicional motorista que chamava nossa atenção diariamente, e parava nossas peladas, era aquele da Rural amarela e de teto branco, um tio do Gilberto Jucão. Certo dia, durante um jogo interrompido para que seu tio passasse, o Gilberto pediu-lhe a bênção, ao que ele respondeu com um “bençõe” e dois toques de buzina. Pronto, estava formada mais uma grande família ao redor do bar do Olegário. Todos nós, meninos grandes e pequenos, passamos a pedir, gritando, a “bença”, toda vez que nosso “tio” passava por nós, estivéssemos ou não jogando bola. Havia gente de todo tamanho que saía correndo de dentro de casa, pra se unir ao coro dos “bença”, e fazer nosso “tio” descer aqueles dois quarteirões da Pitangui respondendo a todos com 2 buzinadas, um grande sorriso e um aceno de mão. Nossa Família Sagrada era muito unida.
Nós tínhamos outro vizinho que se revelou também nosso amigo. Ele morava no mesmo prédio de nossa desafiante do Willys, no andar de baixo, o Seu Souza, simpática pessoa que gostava de plantas e não implicava conosco. Me lembro bem que ele nem xingou a gente na noite clara e quente em que, por volta das 11 horas, propus a realização de uma pelada, imediatamente aceita pela turma noturna. Tudo corria bem, sem reclamações e sem visita da polícia, até mesmo quando tivemos que encerrar o jogo depois que um beque da roça enfiou o bico na bola e a jogou em cima de um monte de garrafas guardadas no quintal do Seu Souza. A barulhada de vidro batendo e se quebrando foi o apito final de nosso evento noturno, que terminou de repente, deixando a rua vazia. Mas a bola nos foi devolvida no dia seguinte, sem bronca e sem estar rasgada. Seu Souza era um cara muito legal!
Quando não havia número de jogadores para formação de dois times pra pelada, saíamos para o peru (“peru, entrei”, “entrei”, “entrei”- o último a falar se tornava o cara do meio da roda) ou o "controle", jogo esse de habilidade com 1 no gol e 3 na linha, que só podiam chutar ao gol depois que a bola tivesse passado pelos 3, no alto, sem tocar no chão. Pra se chutar sem os 3 toques, só se a bola viesse de cruzamento. Quem fazia isto gritava, “cruzo”. Se acontecesse um “cruzo”, o nome do nosso cruzamento, valia o gol só de 2 toques. Após 3 gols, o goleiro era trocado. Um chute pra fora de um dos 3 atacantes, fazia o goleiro vir pra linha. Coitado de quem estivesse no gol com uma linha de trio habilidoso. A chance de deixar de ser o guarda-metas do “controle” era muito pequena, e a troca de goleiros, muito rápida.
O gol preferido para a prática do “controle” era o portão azul da casa do Seu Geraldo. Coitado do Seu Geraldo e de sua família, açoitados diariamente com um barulho infernal de gols e discussões acaloradas dos “controladores”. Coitado do portão, objeto de metal que tinha que ser consertado de tempos em tempos, pra recolocar seus parafusos no lugar, estragado por tantos gols marcados. Reclamações e pedidos eram emitidos por nosso ótimo vizinho, mas quem poderia por de lado um gol com altura e largura ideais, tão bem feitas para a prática do "controle"?
Pra se saber se o Seu Geraldo estava ou não em casa era fácil: se seu carro não estivesse em frente ao 2127 da Pitangui, o jogo seria realizado. Se lá estivesse o veículo verde, tínhamos que passar pra outro jogo, em outro lugar. E se ele tivesse saído, sabíamos quando estava chegando ao ouvir o ronco em 2 tempos de seu DKW-Belcar subindo a Cel. Júlio Pinto. Era hora do "controle" mudar rapidamente para um "peru" no meio da rua.
Nesse mesmo portão do 2127 aconteceu uma das cenas mais espetaculares do nosso estádio da Pitangui. Alguém, no gol, desafiava artilheiros que, no passeio do outro lado da rua, debaixo da árvore grande que ficava no canto de cima de minha casa, chutavam uma pesada bola de borracha “Dente de Leite”, a preferida do nosso grupo, com todo vigor, um atrás do outro, procurando marcar seu gol. Tudo ia bem e os gols barulhentos iam acontecendo, até que o craque Roberto Dias, com seu tradicional tênis Rainha preto, prepara o chute, o executa e acerta. Acerta a barriga enorme da empregada de Seu Geraldo, grávida, que estava assistindo ao jogo da varanda, acima do portão azul. Todos assustados, vimos a moça por a mão na barriga e entrar em casa. Mas nos tranqüilizamos depois, ao saber que nada de sério havia acontecido com ela ou seu filhinho. Apesar do susto, a moça, o Roberto e o bebê ficaram bem. Uma semana depois soubemos que ela tinha dado à luz um garoto que, certamente, se tornou um grande zagueiro cabeceador, ou alguém que detesta futebol.
Mas os apelos do bom Seu Geraldo foram ouvidos, e o gol do "controle" passou a ser no muro do prédio ao lado de minha casa. Sua marca ainda está ali, até hoje, fim de 2010. O ruim desse novo alvo era que, de vez em quando, a bola caía no estacionamento do prédio, ou batia na janela do português do 2º andar, felizmente e incrivelmente, sem quebrá-la, nos fazendo ficar livres do vizinho briguento e reclamão. Com a bola do outro lado do muro alto, tínhamos que arrumar alguém pra fazer o serviço de gandula. O bom era que o edifício onde moravam muitos dos novos boleiros acrescidos à nossa turma não tinha portão, interfone ou cadeado, como todo prédio tem hoje em dia. A vida futebolística da moçada era melhor e bem mais fácil naqueles tempos da década de 1970.
     Seguiu-se a vida, eu cresci, cresceram os amigos, mudaram muitos de vida, de turma, de bairro, de cidade. A Pitangui passou a receber mais carros, o bar do Olegário foi pra esquina da Caldeira Brant com Pitangui, a árvore grande de minha casa teve que ser cortada, após causar estragos na rede de esgoto, os muros da rua se tornaram altos, amigos e parentes morreram, as peladas acabaram. Mas, de cada chute, cada grito, cada briga, cada risada, cada fuga, cada corrida maluca do Betão e do Rogério à frente dos carros, pra ver quem seria o último a sair da frente deles, cada pedacinho desses serviu para construir uma história que está marcada com uma sinceridade que demonstra que amizade se faz nas pequenas coisas, nos pequenos momentos que, quando acontecem em nossa infância e juventude, formam nosso caráter, nossa personalidade. Me sinto feliz por ter jogado pelada na Pitangui com a Turma da Pitangui.
Nossos pais não tiveram que pagar por escolinhas de futebol para nós. Muito bons aqueles tempos!

coutinho sagrada e campos...férteis!: Peladas da Pitangui

Todos novos em Capetinga

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Olha aí o pessoal lá de antes...

O lobo da estepe - Hermann Hesse

  • O lobo da estepe define minha personalidade de buscador

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