sábado, novembro 28, 2009

Texto de Leonardo Boff

Críticos, criativos, cuidantes
Leonardo Boff
Já se disse acertadamente que educar não é encher uma vasilha vazia mas acender uma luz. Em outras palavras, educar é ensinar a pensar e não apenas ensinar a ter conhecimentos. Estes nascem do hábito de pensar com profundidade. Hoje em dia conhecemos muito mas pensamos pouco o que conhecemos. Aprender a pensar é decisivo para nos situar autonomamente no interior da sociedade do conhecimento e da informação. Caso contrário, seremos simples caudatários dela, condenados a repetir modelos e fórmulas que se superam rapidamente. Para pensar, de verdade, precisamos ser críticos, criativos e cuidantes.
Somos críticos quando situamos cada texto ou evento em seu contexto biográfico, social e histórico. Todo conhecimento envolve também interesses que criam ideologias que são formas de justificação e também de encubrimento. Ser crítico é tirar a máscara dos interesses excusos e trazer à tona conexões ocultas. A crítica boa é sempre também auto-crítica. Só assim se abre espaço para um conhecimento que melhor corresponde ao real sempre cambiante. Pensar criticamente é dar as boas razões para aquilo que queremos e também implica situar o ser humano e o mundo no quadro geral das coisas e do universo em evolução.
Somos criativos quando vamos além das fórmulas convencionais e inventamos maneiras supreendentes de expressar a nós mesmos e de pronunciar o mundo; quando estabelecemos conexões novas, introduzimos diferenças sutis, identificamos potencialidades da realidade e propomos inovações e alternativas consistentes. Ser criativo é dar asas à imaginação "a louca da casa" que sonha com coisas ainda não ensaiadas mas sem esquecer a razão que nos segura ao chão e nos garante o sentido das mediações.
Somos cuidantes quando prestamos atenção aos valores que estão em jogo, atentos ao que realmente interessa e preocupados com o impacto que nossas idéias e ações podem causar nos outros. Somos cuidantes quando não nos contentamos apenas em classificar e analisar dados, mas quando discernimos atrás deles, pessoas, destinos e valores. Por isso, somos cuidantes quando distinguimos o que é urgente e o que não é, quando estabelecemos prioridades e aceitamos processos. Em outras palavras, ser cuidante é ser ético, pessoa que coloca o bem comum acima do bem particular, que se responsabiliza pela qualidade de vida social e ecológica e que dá valor à dimensão espiritual, importante para o sentido da vida e da morte.

A tradição iluminista de educação tem enfatizado muito a dimensão crítica e criativa e menos a cuidante. Esta é hoje urgente. Se não formos coletivamente cuidantes esvaziaremos a crítica e a criatividade e podemos pôr tudo a perder, o bem viver em sociedade com justiça mínima e paz necessária e as as condições da biosfera sem as quais não há vida. Albert Einstein despertou para a dimensão cuidante de todo saber quando Krishnamurti o interpelou: Em que medida, Sr. Einstein, a sua teoria da relatividade ajuda a minorar o sofrimento humano? Einstein, perplexo, guardou nobre silêncio. Mas mudou. A partir dai se comprometeu pela paz e contra as armas nucleares. Em todos os âmbitos da vida, precisamos de pessoas críticas, criativas e cuidantes. É condição para uma cidadania plena e para uma sociedade que sempre se renova. Tarefa da educação hoje é criar tal tipo de pessoas.

Recebido via e-mail

sexta-feira, novembro 20, 2009



Cida,
Está aí o post que você recomendou.
Muito legais as fotos! Parabén à Jéssica...


http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/galeria_foto_raggagirls/2009/11/16/galeria_mostrar/id_galeria=29/galeria_mostrar.shtml

segunda-feira, novembro 02, 2009

Regina e Cláudia


Alô, alô Regina e Cláudia
"Tá me estranhando?” Foi assim que Cláudia Campos respondeu a um amigo que lhe sugeriu um teste para se tornar chacrete. Era o ano de 1978 e ela havia trocado Belo Horizonte por São Paulo para tentar a carreira de atriz. Até aquele momento, tudo corria bem. Tinha entrado para o elenco do musical Hair, começava a estudar no Centro de Pesquisas Teatrais (CPT), do cultuado Antunes Filho, e ainda trabalhava no Oficina com José Celso Martinez Corrêa. O que ela iria fazer no Chacrinha?"(....)
Leia mais em:

Reportagem no Estado de Minas sobre a Cacretes de Belo Horizonte

Para ver e ler, Click em:

Silêncio I

Silêncio I
Carlos Wagner - 01/11/2009

Silêncio!
Quero escutar o grito do grato
o berro do fraco, o sussurro do burro,
o coice da mula, a mala entornada.
Silêncio!
Quero falar a língua da íngua
a surra que urra gritando atrevida
a vida que passa fingindo ser morte
fingindo ser norte quando o sul vem chamá-la.
Silêncio, o lenço caiu, quebrou-se a esquina
virou-se do avesso, imitando a rapina
bicho agourento, de voo avarento
buscando alimento que morto esbanjou.
Silêncio. Se lance do alto, mastigue essas pedras
adora esse besta que o mundo te espera,
exaspera em desejo, se esfregue em prazer
pra ser o que instiga, pra ver o que se esconde.
Silêncio. Aperta esse passo, afrouxe esse laço
pindure essa roupa, mergulhe de cara
lambuze sua blusa e perceba a enrascada
metida em mil frascos, aromas e cheiros
empurra essa luta, põe lá sua barriga
ninguém vai notar.
Silêncio, apagar com borracha esse risco de lápis
escrever outra história, a partir de outros cantos
cantilenas sem fim, outros cantos da casa
outras vidas sofridas, aguardando perdão.
Silêncio, vou-me embora confuso
atento ao barulho que exibe um ruído
que fala baixinho, "ser livre, ser livre",
tão alto que ouço,
tão claro que esqueço de tampar os ouvidos,
"olvidados" os gritos
que vem do porão,
de mim, de mim mesmo,
do fundo que dói.
Silêncio.
Carlos Wagner

Todos novos em Capetinga

Todos novos em Capetinga
Olha aí o pessoal lá de antes...

O lobo da estepe - Hermann Hesse

  • O lobo da estepe define minha personalidade de buscador

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